Este blog fala sobre a natureza na Penísula Ibérica, as suas áreas protegidas e atentados naturais.
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segunda-feira, 4 de março de 2013
sábado, 16 de junho de 2012
A Águia Imperial Ibérica
A Águia Imperial Ibérica possui uma constituição
forte.
A sua pelagem é uniforme de uma cor castanho-avermelhada,
com manchas irregulares de cor branca â altura dos ombros.
A plumagem dos
adultos é castanha muito escura com certos tons avermelhados na parte superior
das costas.
As penas da cabeça e do pescoço são muito claras,
normalmente amareladas ou branco cremoso, apesar de à distância parecem
completamente brancas, sobretudo as águias com muitos anos.
A sua parte fronteira é castanho-escura, por vezes
quase preta.
Apesar dos detalhes mais notáveis na sua plumagem é
sem dúvida o interior branco das suas asas e as manchas brancas dos ombros.
As dimensões
destas manchas são variáveis, dependendo da idade da águia.
A parte superior da cauda é cinzento-escura,
normalmente quase branca ou castanha com uma franja preta.
A Águia Imperial Ibérica vive em zonas montanhosas,
mas não a uma altitude muito elevada pois a espécie requer árvores de grande
tamanho e de terrenos ricos para caçar.
Em algumas
ocasiões podemos encontrar exemplares vivendo em zonas baixas como em prados,
com árvores pouco frondosas.
Já vimos que o
seu habitat está condicionado pela abundância de presas.
A população da Águia Imperial Ibérica é sedentária,
fazendo viagens curtas, ao contrário da Águia Imperial Oriental que é
parcialmente migratória e faz uma longa viagem até ao norte da África Tropical
no princípio de Outono.
Não existem
muitos dados da sua habilidade para caçar presas em pleno voo, mas podemos
afirmar que possui uma excelente destreza para caçar pássaros de médio e
pequeno tamanho quando estão no chão.
O seu terreno favorito é os espaços livres sem
arbustos, para uma melhor visão.
O voo de caça faz-se em altitude média e quando a
águia repara na sua presa, lança-se em voo picado, mas com algumas paragens
antes de abater a sua presa.
A Águia Imperial Ibérica tem um regime alimentar
bastante variado.
A sua dieta consiste principalmente de mamíferos de
tamanho médio, como lebres e coelhos do monte, mas também se alimenta e
pássaros de tamanho médio, como perdizes ou codornizes, e de répteis (quase
exclusivamente lagartos).
Também consome cadáveres mais de animais domésticos
frescos.
Ataques a
jovens cabritos ou cordeiros são improváveis mas consomem os seus cadáveres se
estiverem abandonados no terreno.
A águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) é uma espécie de águia endémica do sudoeste da Península Ibérica e norte de Marrocos.
A águia-imperial-ibérica (Aquila adalberti) é uma espécie de águia endémica do sudoeste da Península Ibérica e norte de Marrocos.
Até pouco tempo era
considerada uma subespécie da águia-imperial-oriental (Aquila heliaca),
porém os estudos do ADN de ambas as aves demonstraram que estavam
suficientemente separados para cada uma constituir uma espécie válida.
A águia-imperial-ibérica encontra-se actualmente em perigo
de extinção.
Descrição
A sua
plumagem é parda muito escura em todo o corpo, excepto nos ombros e parte
superior das asas, de cor branca.
A nuca é ligeiramente mais pálida que as
outras partes do corpo, e a cauda mais escura, sem faixas claras ou linhas
brancas como na águia-imperial-oriental.
No caso dos indivíduos subadultos, estes são
pardos avermelhados, sem diferenças de coloração, e não desenvolvem a plumagem
dos indivíduos até aos 5 anos de idade, ao mesmo tempo que atingem a maturidade
sexual.
O tamanho
médio dos adultos é de 80 cm de altura e 2,8 kg, se bem que as fêmeas, maiores
que os machos, possam chegar aos 3,5 kg. A envergadura varia entre os 1,9 e 2,2
m.
Habita em
áreas de sobreiros e azinheiras esparsos, com pradarias próximas. A
base da sua alimentação é constituída por coelhos, que caçam solitárias ou em parelha.
Também
depreda sobre lebres, pombos, corvos e outras aves, e em menor escala raposas e pequenos roedores, podendo alimentar-se ocasionalmente de carne de
cadáveres. As capturas são consideravelmente menores que as da águia-real, dado que as garras da imperial não são tão fortes como as da real.
Ao contrário da águia-imperial da Eurásia e África oriental, a espécie ibérica não emigra.
Cada casal defende a sua zona de caça e reprodução (uns 2000 hectares) durante todo o ano.
Reprodução
A águia-imperial-ibérica é monogâmica.
A época de acasalamento tem lugar de Março a Julho, durante a qual as águias restauram um dos ninhos que têm usado durante anos, rodando de um para outro.
Estes ninhos estão situados na copa de árvores como sobreiros e pinheiros.
Nas zonas de reflorestação habituaram-se a nidificar sobre eucaliptos, apesar de ser esta una espécie alóctone.
Nidificam tanto em ramos altos como baixos.
A postura típica consta de quatro a cinco ovos de 130 gramas de peso que são incubados durante 43 dias. É normal desenvolverem-se até três crias, ainda que esta tendência tenha diminuído ao longo dos últimos anos devido ao uso de pesticidas, que aumentam o número de ovos estéreis.
Se o ano é mau e há pouca comida, a cria maior monopoliza-a e é a única que sobrevive; não obstante, pode-se dizer que a águia-imperial-ibérica não pratica o cainismo.
Quando necessitam de ir em busca de comida, os progenitores cobrem os ovos ou crias com folhas e ramos para evitar que sejam descobertos pelos predadores, algo que por vezes não é suficiente, resultando que algumas crias sejam capturadas por uma águia-real ou, no caso de ninhos baixos, por uma raposa ou outro carnívoro de tamanho médio.
As crias abandonam os ninhos entre os 65 e os 78 dias, mas continuam a viver nas imediações e a ser alimentados pelos progenitores durante quatro meses.
Após este tempo, tornam-se independentes e iniciam uma vida nómada.
Quando alcançam a maturidade sexual visitam frequentemente os limites dos territórios de casais sedentários em busca de algum indivíduo de sexo oposto solteiro ou viúvo.
Os jovens nómadas são frequentemente atacados pelos casais adultos em cujos territórios entram.
É um animal Ovíparo.
Estado de conservação
Ainda no início do século XX, a águia-imperial-ibérica era um animal muito abundante em grande parte da sua zona de distribuição, no entanto nas últimas décadas o seu número foi drasticamente reduzido.
Actualmente apenas existe notícia em Portugal de avistamentos ocasionais de nómadas, e a população de Marrocos poderá estar reduzida a um único casal reprodutor e algumas das suas crias.
Em Espanha habitam actualmente (2007) cerca de 240 casais é um número indeterminado de jovens nómadas, principalmente nos parques nacionais de Cabañeros e no Parque Natural de Doñana.
Desde 1991 observa-se uma notável desproporção de sexos na espécie, sendo 70% das crias nascidas do sexo masculino.
Em 2005, o CSIC (Conselho Superior de Investigação Científica de Espanha) pôs em prática um plano para tentar aumentar o número de fêmeas.
As causas da diminuição populacional da águia-imperial-ibérica são várias.
Em meados do século XX, as águias eram mortas pelos criadores de gado tal como muitas outras rapaces, apesar de nunca se terem observado ataques de esta espécie contra rebanhos (apenas alguns ocasionais contra patos domésticos).
As primeiras medidas de protecção forma implementadas em meados dos anos 1960 em resultado, em grande parte, do trabalho efectuado por Félix Rodríguez de la Fuente.
Apesar disso, o desenvolvimento da rede eléctrica na península (e com aquela, o aumento das mortes de jovens que chocam com os cabos de alta tensão), o uso de pesticidas e a propagação da mixomatose
e outras epidemias que afectam os coelhos, o seu principal alimento, colocou a espécie no limiar da extinção.
Ainda que continue em perigo, a atenção do governo espanhol conseguiu que a população desta águia duplicasse desde os inícios dos anos 1990
A víbora-cornuda
Biometria: Comprimento: max. 70
cm
Estatuto: Espécie
vulnerável
Distribuição: Em Portugal está presente um
pouco por todo o território, em núcleos populacionais
fragmentados.
Inconfundível pelo apêndice proeminente que ostenta na
extremidade do focinho e que está inclusivamente na origem do nome que lhe
atribuem, a víbora cornuda é um dos animais de que iremos falar, já
que está em vias de extinção e encontra-se na maior parte da Península Ibérica, excepto
no extremo noroeste, e também no norte de África.
Esta espécie, que
em Portugal pode ser encontrada em várias zonas, habita de
preferência nas zonas montanhosas. Consta da Serra de Montemuro,
com lugar de destaque entre os répteis que aqui se podem encontrar. A sua
dieta é variada, constituída por pequenos mamíferos e répteis, anfíbios,
podendo mesmo alimentar-se de aves e insectos.
Contudo, esta espécie encontra-se em declínio devido à acção humana, pela perturbação cada vez mais acentuada do seu habitat, por incêndios florestais e por morte deliberada, quer para comércio e coleccionismo quer por lhe estar associada uma imagem maléfica
É um animal difícil de encontrar, a não ser por mero acaso, pelo que, quando isso acontece, o registo visual é muito próximo, o que torna a situação pouco agradável. Não pelo seu tamanho, que é de cerca de 80 cm, mas sobretudo por ser venenosa.
São predadas por rapinas, javalis, sacarrabos, ginetas, ouriços cacheiros e por outras cobras. Como mecanismo de defesa usa a fuga, embora quando ameaçada sopre e tente morder.
É uma espécie diurna, embora nos dias mais quentes passe a ser crepuscular ou mesmo nocturna.
Reprodução: Primavera. É uma espécie ovovivípara em que a fêmea origina 5-8 crias no final do verão.
Contudo, esta espécie encontra-se em declínio devido à acção humana, pela perturbação cada vez mais acentuada do seu habitat, por incêndios florestais e por morte deliberada, quer para comércio e coleccionismo quer por lhe estar associada uma imagem maléfica
É um animal difícil de encontrar, a não ser por mero acaso, pelo que, quando isso acontece, o registo visual é muito próximo, o que torna a situação pouco agradável. Não pelo seu tamanho, que é de cerca de 80 cm, mas sobretudo por ser venenosa.
São predadas por rapinas, javalis, sacarrabos, ginetas, ouriços cacheiros e por outras cobras. Como mecanismo de defesa usa a fuga, embora quando ameaçada sopre e tente morder.
É uma espécie diurna, embora nos dias mais quentes passe a ser crepuscular ou mesmo nocturna.
Reprodução: Primavera. É uma espécie ovovivípara em que a fêmea origina 5-8 crias no final do verão.
Em Portugal, existe ainda a
ideia que não existem cobras venenosas no país. Nada mais errado, o que não
existe são cobras com venenos muito tóxicos, o que é significativamente
diferente.
Importante mesmo é que esta
espécie faz parte da fauna portuguesa e a sua existência é muito importante
no combate aos pequenos roedores...
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Açor
Esta rapina surpreende pela agilidade do
seu voo poderoso por entre as árvores de um bosque.
Identificação
Ave de rapina de hábitos discretos, é bastante semelhante na forma e padrão da plumagem ao gavião,
possuindo também barras horizontais no peito e abdómen, e um tom acinzentado no dorso.
Ave de rapina de hábitos discretos, é bastante semelhante na forma e padrão da plumagem ao gavião,
possuindo também barras horizontais no peito e abdómen, e um tom acinzentado no dorso.
Distingue-se sobretudo pelas maiores
dimensões, asas mais robustas, cauda proporcionalmente mais comprida e cabeça
projectada.
Os imaturos têm riscas verticais em vez
de barras horizontais. O açor tanto pode ser encontrado a voar por entre a
ramagem das árvores de bosques densos, como planando acima das mesmas em
correntes térmicas ascendentes.
Abundância e calendário
O açor é uma espécie pouco comum,
dependente de zonas florestadas.
Sendo residente, ocorre durante todo o
ano, podendo mais facilmente ser observado no início da Primavera durante as
paradas nupciais.
É mais frequente a norte e junto ao
litoral que no sul.
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Observar
Trás-os-Montes – os melhores locais de
observação desta espécie encontram-se na serra de Montesinho.
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Beira Litoral – presente nos
pinhais de Mira, embora em baixas densidade.
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Alentejo – bastante raro, ocorre
como reprodutor na zona de Barrancos.
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observado durante a passagem migratória
outonal.
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segunda-feira, 28 de maio de 2012
Lobo Ibérico
O lobo da
Península Ibérica (Canis Lupus signatus) é uma subespécie do Lobo -cinzento. A
sua população deve rondar entre 1600-1700 indivíduos.
Destes, cerca de 170 habitam no nordeste transmontano.
Um pouco mais pequeno e esguio que as outras subespécies do
lobo cinzento, o lobo ibérico medem entre 130 a 180 cm de comprimento os
machos, e 130 a 160 cm as fêmeas.
Os machos pesam geralmente entre 20 a 40kg e no caso das
fêmeas entre 20 a 35kg.
A pelagem é de coloração acinzentada e mesclada de negro,
particularmente sobre o dorso.
Alimentação
A alimentação é muito
variada, dependendo da existência ou não de presas selvagens e de vários tipos
de pastoreio em cada região. As suas principais presas são o javali, o corço e
o veado, e as presas domésticas mais comuns são a ovelha, a cabra, a galinha, o
cavalo e a vaca. Ocasionalmente também mata e come cães e aproveita cadáveres
que encontram, isto é, sempre que pode é necrófago.
Espécie que
vive em alcateias formadas por 3 a 8 indivíduos, devidamente hierarquizados.
Existe um par dominante (par alfa). Os locais habitados por lobos
caracterizam-se por baixa pressão humana, embora com elevada taxa de actividade
pecuária e uma topografia acidentada. De actividade essencialmente nocturna,
podem percorrer num só dia cerca de 20 a 40 km à procura de presas: mamíferos
de médio e grande porte.
Habitat
Habitam em bosques abertos, tundra, florestas densas e
montanhas onde se refugia em tocas escavadas por ele ou reaproveitadas de
outros animais.
A população Europeia original está agora muito reduzida. A
primitiva área de distribuição mundial do lobo (Canis Lupus, L. 1758) abrangia
quase todo o hemisfério Norte, excepção feita ao Norte do continente Africano.
Actualmente este canídeo ocupa uma área muito mais reduzida, estando
classificado como Espécie Vulnerável a nível mundial. Na Península Ibérica, a
área de distribuição deste predador restringe-se ao quadrante noroeste da
península, estando classificado como Espécie Vulnerável em Espanha e como
Espécie Em Perigo, em Portugal.
Em Portugal a área de distribuição do lobo abrange cerca de
18.000 km² no norte do país. Considera-se que existem duas populações separadas
pelo rio Douro:
Uma população próspera
ao norte do Douro, em uma área montanhosa que ocupa os distritos de Viana do
Castelo, Braga, Vila Real, Bragança e pequena parte do distrito do Porto. Essa
população abrange cerca de 50 alcateias e é contínua com a grande população do
lado espanhol da fronteira. Áreas protegidas portuguesas importantes para a
preservação do lobo ao norte do Douro são o Parque Nacional da Peneda-Gerês, o
Parque Natural do Alvão, o Parque Natural de Montesinho e o Parque Natural do
Douro Internacional.
Uma população em declínio
ao sul do Douro, distribuída em parte dos distritos de Viseu, Guarda e, talvez,
Aveiro e Castelo Branco. Essa população abrange apenas 10 alcateias e
encontra-se isolada em relação à população do norte do Douro. Seu futuro é
incerto, considerando-se que pode extinguir-se no curto ou médio prazo.
Geralmente
acasalam para toda a vida e, usualmente, apenas o par alfa se reproduz. Atingem
a maturidade sexual por volta dos 2-3 anos de idade.
Apenas se reproduzem uma vez por ano – fim do Inverno ou
início da Primavera (Janeiro a Março) – altura em que ocorre o acasalamento. Os
nascimentos dão-se, em geral, durante o mês de Maio ou Junho. As ninhadas têm
geralmente 3 a 8 lobitos nascendo com os olhos fechados e necessitando de
cuidados parentais. Em finais de Outubro saem dos locais de criação e iniciam a
sua aprendizagem de caça.
As causas do declínio
do lobo são a sua perseguição directa e o extermínio das suas presas selvagens.
O declínio é actualmente agravado pela fragmentação e da destruição do habitat
e pelo aumento do número de cães vadios/assilvestrados.
A redução progressiva
do número de ungulados silvestres (corço e veado) levou a que este predador
tivesse que recorrer aos animais domésticos como recurso alimentar. Deste modo,
a perseguição directa por parte dos pastores que sofrem prejuízos avultados nos
seus rebanhos, sofreu um incremento, apesar da lei que o proíbe. Nas últimas
décadas assistiu-se à destruição do habitat preferencial do lobo, com a
construção de grandes infra-estruturas viárias levou à fragmentação e redução
da área de distribuição do lobo em Portugal. Actualmente, também a existência
de um elevado número cães vadios/assilvestrados afecta a sobrevivência do lobo
uma vez que competem com o lobo na procura de alimento, sendo provavelmente
responsáveis por muitos dos ataques a animais domésticos incorrectamente
atribuídos ao lobo.
Morfologia
O lobo é um mamífero
de grande porte, sendo actualmente o maior canídeo selvagem. A espécie é
caracterizada por uma cabeça volumosa, de aspecto maciço, com orelhas rígidas e
triangulares, relativamente curtas e pouco pontiagudas. Os olhos são
frontalizados, oblíquos, em relação ao focinho, e cor de topázio.
O lobo ibérico é, de entre as subespécies de lobo, a que
apresenta menores dimensões e peso ( altura ao garrote - 70 cm; peso - 25 a
40Kg).
Caracteriza-se por possuir uma pelagem castanho amarelada no
tronco. O focinho, ruivo com tons intermédios entre o canela e o amarelo
canela, apresenta uma região mais clara, em tons de branco sujo, que parte
obliquamente da garganta até ao ângulo externo do olho. O dorso é marcado por
uma lista negra, que se estende do pescoço à cauda.
Os membros são fortes e robustos, com uma coloração entre o
castanho e o bege, internamente, e o castanho e o ocre, externamente. Para além
disso exibem, longitudinalmente, na região anterior, uma lista negra muito bem
definida, que é mais visível no Inverno. O restritivo específico signatus foi
atribuído com base nesta característica (do latim signatus - expressivo).
A pelagem de Inverno apresenta tons mais escuros que a
pelagem de Verão.
DISTRIBUIÇAO
No início do século XX, a subespécie Canis lupus signatus
ocupava praticamente toda a Península Ibérica. Porém, tem-se vindo a registar
uma redução quer da área de distribuição, quer do efectivo populacional deste
canídeo.
Em Portugal, o desaparecimento do lobo, particularmente na
faixa litoral, tornou-se evidente a partir de 1940. Com a diminuição drástica
da área ocupada na década de 70, a situação da espécie agravou-se.
A população de lobos
não se distribui de uma forma contínua em toda a sua área de distribuição, bem
pelo contrário, esta é fragmentada com muitas zonas onde os lobos
estão a desaparecer ou foram exterminados.
Lince Ibérico
Notícias sobre o Lince-Ibérico
O lince-ibérico (Lynx pardinus), também conhecido pelos nomes populares de
Cerval, lobo-cerval, gato-cerval, gato-cravo ou gato-lince, é a espécie de
felino mais gravemente ameaçada de extinção e um dos mamíferos mais ameaçados.
Tem um porte muito maior do que um gato doméstico e o seu habitat restringe-se à
Península Ibérica. Apenas existem cerca de cem linces ibérico em liberdade em
toda a Península Ibérica. Aparentemente encontra-se extinto em Portugal.
Distribuição
O lince-ibérico somente existe em Portugal e Espanha. A
população está confinada a pequenos agregados dispersos (ver mapa de
distribuição), resultado da fragmentação do seu habitat natural devido a
factores antropogénicos. Apenas 2 ou 3 agregados populacionais poderão ser
considerados viáveis a longo termo. A sua alimentação é constituída por coelhos,
mas quando estes faltam ele come veados, ratos, patos, perdizes, lagartos, etc.
O lince-ibérico selecciona habitats de características mediterrânicas, como
bosques, matagais e matos densos. Utiliza preferencialmente estruturas em
mosaico, com biótopos fechados para abrigo.O lince-ibérico pode-se encontrar na
Serra da Malcata, situada entre os concelhos do Sabugal e de Penamacor,
integrando o sistema montanhoso luso-espanhol da Meseta.
Habitat e ecologia
Este felino habita no matagal mediterrânico. Prefere um
mosaico de mato denso para refúgio e pastagens abertas para a caça. Não é
frequentador assíduo de plantações de espécies arbóreas exóticas(eucaliptos e
pinheiros). Como predador de topo que é, o lince ibérico tem um papel
fundamental no controlo das populações de coelhos (sua presa favorita) e de
outros pequenos mamíferos de que se alimenta.
Actualmente existem condições em portugal para o
Lince-Ibérico já existe instituições a quererem introduzir o Lince-Ibérico em
Portugal.
Comportamento
É um animal essencialmente nocturno. Trepador exímio. Por
dia, poderá deslocar-se cerca de 7 km.
Os territórios dos machos podem sobrepôr-se a territórios de
uma ou mais fêmeas.
Os acasalamentos, pouco frequentes, ocorrem entre Janeiro e
Março e após um período de gestação que varia entre 63 e 74 dias nascem entre 1
e 4 crias. O mais comum é nascerem apenas 2 crias que recebem cuidados
unicamente maternais durante cerca de 1 ano, altura em que se tornam
independentes e abandonam o grupo familiar. Regra geral, quando nascem 3 ou 4
crias, estas entram em combates por comida ou sem qualquer motivo e acabam por
sobrar apenas 2 ou até 1, daí um dos seus pequenos aumentos populacionais.Não
existe dimorfismo sexual entre macho e fêmea.
Ameaças
A principal ameaça resulta do desaparecimento progressivo
das populações de coelhos (sua principal presa) devido à introdução da
mixomatose. A pneumonia hemorrágica viral, que posteriormente afectou as
populações de coelhos, veio piorar ainda mais a situação do felino.
Outras ameaças:
- Utilização de armadilhas
- Caça ilegal
- Atropelamentos
Medidas de conservação
Um programa de reprodução em cativeiro está a ser
desenvolvido em Espanha. Para tal, linces que estejam em subpopulações inviáveis
terão que ser capturados.
- Esta espécie está totalmente protegida em Portugal e Espanha
- Listada na CITES (apêndice I)
Em Portugal, a Liga para a Protecção da Natureza (LPN), em
parceria com a organização internacional Fauna & Flora International (FFI),
lançou, em 2004, o Programa Lince, que conta com a participação e o apoio
técnico e científico de um grupo composto pelos principais especialistas nesta
espécie em Portugal. No âmbito deste Programa, têm sido desenvolvidos projectos,
entre os quais se incluem Projectos LIFE, que visam sobretudo a recuperação do
habitat natural do Lince Ibérico. O Centro Nacional de Reprodução do
Lince-Ibérico (CNRLI) de Silves terá o propósito de fazer com que linces
reprodutores em cativeiro se reproduzam no território nacional.
Reprodução
Época de reprodução:
Janeiro a Julho, com um pico entre Janeiro e Fevereiro.
Época de nascimentos: Março a Abril.
Gestação: cerca de 2 meses.
Tamanho da ninhada: 2-3 crias.
Sobrevivência até à independência: 1-2 crias por fêmea.
Idade de independência: 7 a 10 meses.
Idade da primeira reprodução: Fêmeas: primeiro Inverno; Machos: aos dois anos.
Longevidade: Até 16 anos.
Época de nascimentos: Março a Abril.
Gestação: cerca de 2 meses.
Tamanho da ninhada: 2-3 crias.
Sobrevivência até à independência: 1-2 crias por fêmea.
Idade de independência: 7 a 10 meses.
Idade da primeira reprodução: Fêmeas: primeiro Inverno; Machos: aos dois anos.
Longevidade: Até 16 anos.
Alimentação
Dentro das presas disponíveis nos habitats mediterrânicos da
Península Ibérica, o lince selecciona fortemente o coelho-bravo que constitui
entre 80 a 100% da sua alimentação. Esta elevada percentagem varia muito pouco
entre áreas geográficas e entre as estações do ano. As necessidades energéticas
de um lince adulto variam entre 600-1000 kcal, o que corresponde a aproxidamente
à energia contida num coelho adulto. Uma fêmea com duas crias necessitará de
caçar cerca de 3 coelhos por dia. A partir destes dados calculase que a
densidade minima de coelho para permitir a reprodução do lince será de cerca de
4 indivíduos/hectare.
Outros vertebrados como roedores, lebres, perdizes e outras aves podem também ser predados pelo lince. No entanto, em nívies significativamente inferiores aos do coelho.
Outros vertebrados como roedores, lebres, perdizes e outras aves podem também ser predados pelo lince. No entanto, em nívies significativamente inferiores aos do coelho.


Possivelmente
já estivemos a dois passos dele e fomos minuciosamente observados, sem darmos
por nada. Invisível por entre a folhagem, o lince-ibérico é um animal que
poucas pessoas se podem gabar de já ter visto. Quando alguém pergunta como ele
é, temos logo a tentação de o comparar a um gato. Não há dúvida que é fácil
encontrar semelhanças, não só físicas mas também de comportamento. Eles correm,
saltam e surpreendem as presas com uma agilidade admirável, fazendo da caça uma
espécie de jogo. Silenciosos e imprevisíveis, têm a habilidade de aparecer e
desaparecer sorrateiramente,
No entanto o lince não é um gato. Quem tiver a sorte de alguma vez deparar com
um lince, chamar-lhe-á a atenção os invulgares pêlos nas extremidades das
orelhas, em forma de pincel, as longas patilhas brancas e negras, bem como a
cauda muito curta, com a extremidade escura. Notará também que os seus membros
altos
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